Memento mori

Memento mori
Anima eius et animae omnium fidelium defunctorum per Dei misericordiam requiescant in pace.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Augusto dos Anjos

  Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) foi um poeta brasileiro pré-modernista, considerado um dos mais críticos de sua época.  Nascido na Paraíba, no engenho "Pau d'Arco" (Cruz do Espírito Santo) no dia 20 de abril de 1884, declarou-se "cantor da poesia de tudo que é morto".
   É um dos poetas mais reeditados no país; sua popularidade se deveu principalmente ao sucesso entre as camadas populares brasileiras e à divulgação feita pelos modernistas.
   Em 1912 publicou seu único livro "EU", que causou espanto nos críticos da época diante de um vocabulário grotesco e sua obsessão pela morte, como também por sua retórica delirante, por vezes criativa, por vezes absurda.
   Augusto dos Anjos faleceu em Mias Gerais, na cidade de Leopoldina, vitimado por uma pneumonia, aos trinta anos de idade, em 12 de novembro de 1914.
 

terça-feira, 10 de abril de 2018

Sófocles

"O pior não é morrer, mas ter de desejar/a morte e não conseguir obtê-la."
Sófocles


terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Canção de Amor da Jovem Louca


Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro
Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer
(Acho que te criei no interior da minha mente)

Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis,
Entra a galope a arbitrária escuridão:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.


Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama,
Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade.
(Acho que te criei no interior de minha mente)

Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno:
Retiram-se os serafins e os homens de Satã:
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro.

Imaginei que voltarias como prometeste
Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome.
(Acho que te criei no interior de minha mente)



Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão
Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo
Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro:
(Acho que te criei no interior de minha mente.)


Sylvia Plath , A Redoma de Cristal. Rio de Janeiro: Editora Artenova, 1971, p. 255.