Não, não te
assustes: não fugiu o meu espírito
Vê em mim
um crânio, o único que existe
Do qual,
muito ao contrário de uma fronte viva,
Tudo aquilo
que flui jamais é triste.
Vivi, amei,
bebi, tal como tu; morri;
Que
renuncie e terra aos ossos meus
Enche! Não
podes injuriar-me; tem o verme
Lábios mais
repugnantes do que os teus.
Onde
outrora brilhou, talvez, minha razão,
Para ajudar
os outros brilhe agora e;
Substituto
haverá mais nobre que o vinho
Se o nosso
cérebro já se perdeu?
Bebe
enquanto puderes; quando tu e os teus
Já tiverdes
partido, uma outra gente
Possa te
redimir da terra que abraçar-te,
E festeje
com o morto e a própria rima tente.
E por que
não? Se as fontes geram tal tristeza
Através da
existência-curto dia-,
Redimidas
dos vermes e da argila
Ao menos
possam ter alguma serventia.
Lord Byron

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